Aliás, notem que, segundo o Dicionário Aulete, a palavra 'moderno' significa, entre outras coisas, algo que é novo, recente, ou que está na moda. A associação que se costuma fazer entre modernidade e progresso, portanto, não está necessariamente correta. Nem sempre a novidade traz consigo a evolução.
Por estas mesmas razões o conservador é um sujeito menos propenso a sofrer manipulações. Ele compara todos os novos conceitos e propostas com seu 'banco de dados' cerebral e a partir daí é capaz de chegar a resoluções mais consistentes. Quando seu software é conduzido ao que matematicamente se denomina 'absurdo', ele rejeita a nova hipótese, mesmo que ela venha travestida de 'evolução'.
Manipula-cão
Isto é diametralmente oposto à chamada 'mente aberta'. Ora, numa mente aberta não apenas entram coisas, mas também saem outras. O indivíduo assim nunca tem conceitos definidos, jamais sabe decidir por seus próprios meios o que é bom ou mau para si. Por óbvio, a pessoa de 'mente aberta' é mais suscetível à manipulação. Ela está sempre pronta a mudar de idéia de acordo com os novos dogmas temporários que pessoas influentes da mídia, do meio artístico ou intelectual passem a lhe ditar.
Ter a 'mente aberta' corresponde a um erro cabal e primário: considerar uma proposição que se queira provar como se ela já fosse verdadeira, para então tentar demonstrá-la. Quem age assim toma por correto tudo o que parece 'moderno' e depois tenta argumentar a favor. Ironicamente, a 'mentalidade aberta' se baseia em um axioma: o que é novo é bom; o que é velho é ruim. A 'mente aberta' é fechada a questionamentos acerca da validade das novas idéias que lhe sejam apresentadas.





